Um drone a jato atingiu na quinta-feira uma plataforma lotada em Dnipro e matou pelo menos 13 pessoas; o presidente ucraniano pede a manutenção das sanções a Moscou.

Pelo menos 13 pessoas morreram e cinco ficaram feridas na quinta-feira, 29 de outubro, quando um drone russo a jato atingiu uma plataforma da estação ferroviária de Dnipro, no leste da Ucrânia, segundo a DW e a France 24, que citam autoridades ucranianas. A operadora ferroviária estatal Ukrzaliznytsia afirmou que a plataforma estava cheia de passageiros à espera de um trem regional para Zaporíjia e que havia pessoas ali apesar de um alerta de ameaça elevado. A força aérea ucraniana disse ter interceptado três drones no ataque diurno, mas que um quarto furou as defesas e atingiu a estação. Imagens divulgadas pelos serviços de emergência ucranianos mostravam corpos na plataforma e dois trens de passageiros carbonizados.

O presidente Volodymyr Zelensky chamou o ataque de "horrível" e pediu aos aliados de Kiev que não aliviem as sanções a Moscou enquanto a guerra continuar. Ele citou um acordo fechado este mês entre o presidente americano Donald Trump e o russo Vladimir Putin, que flexibilizou algumas sanções e permitiu que o diesel russo chegasse aos mercados globais, perguntando quantos ataques assim a Rússia realizou desde então. O presidente francês Emmanuel Macron disse estar profundamente preocupado com o fato de a Rússia continuar a optar pela escalada contra civis e afirmou que um cessar-fogo local como o negociado recentemente para Oleshky não basta.

O ataque ocorreu enquanto, segundo relatos, resistia uma frágil trégua local em torno da cidade de Oleshky, ocupada pela Rússia, mediada com o envolvimento da primeira-dama americana Melania Trump. As autoridades informaram pelo menos outras cinco mortes em ataques russos separados na quinta-feira, incluindo duas meninas de 15 anos mortas num ataque ao centro de Chernihiv e duas pessoas quando um drone atingiu um prédio residencial em Kremenchuk. A Rússia mira trens e estações ucranianos desde a invasão de 2022; a Ukrzaliznytsia disse à AFP que só em setembro mais de 5.800 serviços ferroviários tiveram de ser evacuados por causa do risco de ataques. Rússia e Ucrânia devem reunir-se no próximo mês com enviados americanos para discutir o fim da guerra, sem datas definidas.